terça-feira, 26 de outubro de 2010

“Para ser feliz é preciso não saber-se feliz.”


Nem a razão, nem o delírio podem nos levar à terra prometida; a riqueza, segundo pesquisas, também não é nenhuma tábua de salvação (embora proporcione alguma alegria, também gera mais incertezas e requer mais atenção - que por si inibe o prazer); os materiais tecnológicos ultramodernos também não proporcionam aumento da felicidade, não produzem o doce sentimento da existência. Ou seja, estamos perdidos no mundo que construímos. Nosso projeto civilizatório não pensou no essencial: a busca da felicidade humana. Se pensou, fracassou, pois estamos em meio a um mundo atroz, ainda perdidos nessa busca do mais elementar sentimento humano: a felicidade.
Trata-se do livro de Eduardo Giannetti, que de forma corajosa rediscute o que é a felicidade.Se você perguntar para um grupo razoável de pessoas o que os traria felicidade, você obteria a resposta de que o dinheiro resolveria tudo, ou ao menos, ajudaria mais que tudo a trazer felicidade.
Segundo Adam Smith, para a maior parte das pessoas ricas a principal função da riqueza consiste em poder exibi-la. Ou seja, só interessa a posse do que pode despertar inveja. Então, se os pobres rissem e escarnecessem da riqueza e da ostentação dos ricos, o circo desabaria. Desse ponto de vista, se o rico não tiver seu expectador ele se tornará um frustrado permanente .
Dessa forma, a felicidade existe somente e principalmente para aqueles que não sabem que são felizes. A máxima de Fernando Pessoa se aplica aqui: para ser feliz é preciso não saber-se feliz.

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